FIB - Felicidade Interna Bruta

QUAL É O SEU ÍNDICE DE FELICIDADE INTERNA BRUTA?

Felicidade Interna Bruta (FIB) é um conceito de desenvolvimento social criado em contrapartida ao Produto Interno Bruto – PIB, e foi criado em 1972, pelo  rei do Butão Jigme Singye Wangchuck, em resposta a críticas que afirmavam que a economia do seu país crescia miseravelmente.

Esta criação assinalou o seu compromisso de construir uma economia adaptada à cultura do país, baseada nos valores espirituais budistas.

Enquanto os modelos tradicionais de desenvolvimento têm como objetivo primordial o crescimento econômico, o conceito de FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana surge quando o desenvolvimento espiritual e o desenvolvimento material são simultâneos, assim se complementando e reforçando mutuamente.

Os quatro pilares da FIB são a promoção de um desenvolvimento socio-económico sustentável e igualitário, a preservação e a promoção dos valores culturais, a conservação do meio-ambiente natural e o estabelecimento de uma boa governança.”

Através dos quatro pilares da FIB, derivam-se 9 domínios de onde são extraídos indicadores, para que a “Felicidade” de uma nação seja avaliada.

Analisando os conceitos de cada um destes domínios, fiquei pensando como eles se aplicam não só às nações, mas também, às organizações de modo geral, e especialmente às PESSOAS.

Se nos inspirarmos nestes indicadores, perceberemos que eles estão baseados nos mais milenares princípios que se fortalecem através dos tempos, que são explicados por padrões lingüísticos diferentes, pela ciência humana e social, pela filosofia e até pelas religiões.

Assim sendo, se você deseja saber como está o seu FIB, analise a sua vida em relação aos seguintes aspectos:

 

  • Bem-estar psicológico:  Avalie o grau de satisfação e de otimismo que você tem em relação a sua própria vida. Qual a freqüência com que você sente emoções positivas? Faça o mesmo com as negativas e compare as duas.
  • Meio Ambiente: Mede a qualidade da água, do ar e do solo, e a biodiversidade. Pense se o lugar que você vive te proporciona esta qualidade e avalie o quanto suas atividades e sua rotina são sustentáveis, ou seja, preservam o nosso maior patrimônio, o nosso planeta e a sua própria vida.
  • Saúde: Incluem padrões de comportamento arriscados, exposição a condições de risco, status nutricional, práticas saudáveis e condições de higiene. Você tem uma atitude preventiva com a sua saúde?
  • Educação: Além do acesso a educação formal, até que ponto você está aberto a aprender com as experiências próprias e com as de terceiros? Você lê? Você ouve as pessoas? Você observa o mundo ao seu redor? Você está aberto às idéias diferentes da sua?
  • Cultura: Num mundo globalizado, em que medida você valoriza a sua própria cultura e está aberto a conhecer outras?
  • Padrão de vida: Seu padrão de vida está ajustado a sua renda pessoal ou de sua família? O quanto você se sente seguro do ponto de vista financeiro? Qual o seu nível de endividamento?  Estes aspectos têm contribuído para aumentar seu estresse?
  • Uso do tempo: Avalia a possibilidade que cada um tem de escolher como aproveitar seus dias. Você equilibra o uso do tempo que você dedica ao trabalho, à família e à cultura (considerados fundamentais para a sensação de bem-estar das pessoas)?
  • Vitalidade Comunitária:  foca nas forças e nas fraquezas dos relacionamentos e das interações nas comunidades. Ele examina a natureza da confiança, da sensação de pertencimento, a vitalidade dos relacionamentos afetivos, a segurança em casa e na comunidade, a prática de doação e de voluntariado.
  • Boa Governança: No conceito original, avalia como a população enxerga o governo; se ele passa a imagem de que respeita características como responsabilidade, honestidade e transparência. No nosso caso aqui, como você governa a sua própria vida, a sua carreira? Será que você está sendo um líder de si mesmo, está sabendo gerir adequadamente seus próprios recursos?

 

Ao  refletir  sobre  estas questões,  talvez você  comece a  pensar em ações e atitudes que te permitam aumentar o seu índice de FELICIDADE INTERNA BRUTA.

“A felicidade é, e deve ser, um bem público, já que todos os seres humanos almejam-na.”  Dasho Karma Ura, Mestre em Pólítica, Filosofia e Economia pela Universidade de Oxford, Inglaterra, e vice-presidente do Conselho Nacional do Butão.

(Fonte:http://www.felicidadeinternabruta.com.br/ e http://pt.wikipedia.org/wiki/Felicidade_Interna_Bruta).

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